Engenhando.

Engenheiros

“Strive for perfection in everything you do. Take the best that exists and make it better. When it does not exist, design it.” Sir Henry Royce.

Últimas

Últimos meses…

Decidindo meu projeto final de curso é um problema para os próximos meses, são tantos temas e projetos que me interessam que escolher apenas um onde me aprofundar é uma dificuldade…

Além disso, resolvi voltar a este blog para torná-lo mais referente a minha nova realidade acadêmica, resolvi por torná-lo um blog de engenharia, para engenheiros e curiosos, mas nada de projetinhos mirabolantes (exceto os meus próprios), o tema fundamental deverá ser meu projeto final de curso, estudos e análises de sistemas elétricos de potência, então nada de programinhas inteligentes, circuitos mirabolantes e gadgets ultra-fenomenais (tá, só um pouco de tudo isso porque ninguém é de ferro)… A maior parte do blog vai ficar dedicada ao andamento do tema final, ao menos até o meio deste ano, depois eu prometo que melhoro os assuntos, coloco meus projetinhos secundários como meu sistema de automação residencial com servidores de mídia, centrais de conteúdo digital, distribuição de luz, imagem e som pela casa, segurança remota, integração com celulares, tablets e notebooks, referências a protocolos de comunicação abertos, interruptores inteligentes, sistema de aquecimento/resfriamento inteligente, controle a distância de aparelhos e máquinas residenciais….

Tenho outros projetos por começar, meu robo aspirador de pó, meu servidor linux completinho, minha casa inteligente precisa melhorar muitas coisas ainda…

Quem sabe o blog comece a ficar um pouco mais interessante se eu conseguir escrever tudo que eu penso, ajuda agora que eu tenho mais prodígios eletrônicos com que brincar a toda hora e todo lugar, a familia de gadgets aqui em casa melhorando me proporcionam mais peças de brincadeira e facilitam minhas ideias, quem sabe eu consiga comprar alguns equipamentos que são fundamentais e então eu possa partir para implementações menos fantasiosas e mais realizáveis.

Tudo depende dos próximos 6 meses de chatice acadêmica que começo a conduzir agora.

Em breve um pequeno post com o resumo da obra que será meu projeto final, por enquanto fica o tema: Controle e Estabilidade de Sistemas elétricos de Potência.

Por hoje é só, até qualquer momento oportuno!

Algumas ideias…

Eu queria fazer um sistema de infotainment para meu carro, mas acredito que meus conhecimentos não são suficientes, por isso vou começar a procurar coisas técnicas acerca de sistemas embarcados, microcontroladores, mémorias, IPBUS, CAN, USB, HDMI, H264…

Eu também queria conseguir instalar o openbravo e o pentaho num servidor comum, começar a aplicar algumas coisas de ERP, CRM e BI para soluções de empresas pequenas… Mas não tenho tido sorte no assunto…

Eu precisava tirar algumas certificações JAVA ou IBM ou qualquer coisa… Mas sou um tanto quanto burro para aprender o suficiente… Assim parece.

Enfim, não to fazendo nada que preste, alguém tem uma dica?

Alguém conhece a HT Micron?

Estava eu aqui produzindo um textículo acerca do mercado de microeletrônica brasileiro, há algum tempo me interessa a produção de hardware como área de estudo, sabia da existência da CEITEC no Rio Grande do Sul e dos laboratórios montados em Campinas que integram o CI Brasil, um pequeno grupo de estudo das técnicas de produção microeletrônica, em especial do chamado SIP (Silicon Intelectual Property – Propriedade intelectual em Silício) e conhecia a lenda por trás da formação da Joint Venture brasileira de hardware.

Antes de mais nada, o CI Brasil é um conglomerado de universidades e grupos de pesquisa unidos para inserir o Brasil como produtor de componentes eletrônicos, amparado junto a lei da informática e o PNM (programa nacional de microeletrônica) o CI Brasil exerce fundamental posição no projeto do governo brasileiro de inserir o país na próxima fronteira tecnológica global, a nanotecnologia. Hoje o CI Brasil oferece cooperação na produção de máscaras para produção de circuitos integrados nas plantas de 300mm e tecnologia de até 90nm herdadas do fechamento de uma planta antiga. (hoje as plantas em construção são para wafer de 450mm e tecnologia de até 26nm)

O CEITEC é a planta brasileira para produção, incluindo sala limpa, dos circuitos integrados, estando profundamente associada ao governo e dependente de incentivos nacionais e regionais (está localizada em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul), a pouco tempo fez a primeira entrega em grande escala (15mil chips) para a Altus sistemas.

E por falar em Altus, a joint venture de microprocessadores é formada pela Altus com a Hana micron (Korea), juntas construiram uma planta que produzirá memória para computador no Rio Grande do Sul, com a desvantagem de importar a matéria prima, utilizar design importado e praticamente não incluir conhecimento técnico produtivo das técnicas de desenvolvimento em escala micrométrica, os equipamentos serão operados em solo brasileiro, mas com tecnologia de fora, levará algum tempo até que o domínio seja extendido a academia e gere conhecimento, o CEITEC é mais apto para este passo.

Por falar em design, todo o interesse deste post está nesse ponto, algumas design houses já aparecem no Brasil, inclusive com apoio de grandes grupos internacionais, mas o Ceará ainda não conseguiu impor-se no mercado, o CI Brasil já formou duas turmas de desenvolvedores aptos a trabalhar em design houses, mas eles acabaram ficando pelos centros campineiro e gaúcho, onde a proximidade às instalações fabris facilitaram a oferta de cargos. Entretanto a posição destacada do Ceará no segmento de TI me faz reforçar uma ideia de que podemos produzir design de alta qualidade.

Uma nota, as design houses fazem a modelagem e teste virtual de circuitos integrados estritamente em nível não físico, ou seja, quem realmente produz conhecimento útil imediatamente na cadeia de CI são as design houses, obviamente o progresso científico mais sensível está no entendimento e desenvolvimento das técnicas de produção dos circuitos, mas o valor intelectual que produzirá retorno financeiro para amparar o desenvolvimento das técnicas de produção é o software (infelizmente…).

Será que eu consigo fazer alguém entender no governo cearense que vale a pena encarar as dificuldades de entrar neste segmento e que com um plano de curto, médio e longo prazo, o Ceará pode se tornar um major player do setor? Será? Mandei minha proposta para fontes ligadas… Agora é ampliar minhas expectativas e se conseguir ao menos ser ouvido, ampliar os estudos e quem sabe já começar a trabalhar para montar a minha empresa no setor.

Era isso por hoje, depois de um longo período de silêncio, provavelmente mais silêncio vem por aí.

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