Por que eu sempre perco?
As oportunidades da vida chegam e passam, sem o mínimo aproveitamento de minha parte… Será medo? Será uma contenção? Será que não era para ser?
Eu sempre termino as noites pensando no que aconteceu no dia, nas tantas oportunidades que passaram, as boas e as ruins, desde aquela nota de 50 reais que eu vi cair do bolso na fila do cinema e devolvi, podia ter ficado, até aquela moça maravilhosa que tomava um café despreocupadamente… Tudo é motivo de oportunidade e aproveitá-las da melhor maneira me parece ser o mais dificil…
Nem tanto a escolha ética e moral (como eu estive dizendo dias atrás, a moral e a ética morreram na sociedade moderna) me preocupam, tenho consciência de que tenho bons valores, a questão é mesmo quando minha formação social demonstra-se inapta a sociabilização, um básico contra-senso, haja visto que qualquer formação social deveria satisfazer um mínimo de sociabilidade…
A minha sociabilidade parece se resumir a grupos fechados de conhecidos que fornecem um ambiente controlável de liberdade semântica e metalinguística para meus devaneios, assim, e somente assim eu tenho algum senso de “coragem” social… Ademais, consigo, na plenitude de minhas alegrias, conversas aleatórias com senhoras e senhores aleatórios, daqueles que não me julgam por nada mais do que pelo que eu sei e falo… Tenho medo e dos que procuram mais do que eu posso ser…
Socialmente é fácil conviver, um agrado aqui, outro acolá… Díficil é se fazer prevalecer, vontades, desejos e demais carnalidades não são fáceis, parece que estamos sendo julgados por algo que não sabemos, e talvez nem tenhamos condição de saber, quando a convivência leva a um caminho sem volta, de valorização da relação acima das falhas e problemas, parece que fica ainda mais difícil dar um passo, certamente porque os julgamentos sejam ainda maiores a cada instante, ou eu pense que sejam, sem que realmente sejam…
Por que eu sempre perco então?
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